Pois é, o tempo voa... Já fecharam 6 meses que chegamos!
Como o post está atrasadinho, agora são quase 7 :-).
Tanta coisa já aconteceu neste meio tempo que parece que já estamos aqui há mais tempo. Estamos muito felizes e sentimos que estamos cada dia nos integrando mais e aprendendo melhor a viver por aqui.
O frio teima em não foi embora (estou pasma que no dia 23/4 ainda nevou) mas tivemos alguns dias de temperatura mais amena e vimos como a cidade e as pessoas se transformam quando o sol e o "calorzinho" dão as caras. Assim como todo bom québécois também estamos fazendo a grand nettoyage de printemps no nosso pátio e já começamos a aproveitá-lo. Agora estamos em busca da churrasqueira perfeita (só de pensar num bom churrasco já fico com água na boca!).
Na próxima semana receberemos nossa primeira visita! Meus pais virão passar algumas semanas conosco. A saudade é imensa e pretendemos curtir cada minuto com eles aqui. Vamos aproveitar pra turistar um pouco, pois chegamos quase junto com o inverno e não deu pra conhecer vários locais interessantes. Às vezes tenho a impressão que quando passamos as férias aqui 2012 conhecemos mais do que nestes primeiros meses morando aqui.
Nesta semana terminamos a Francisation (acho que no último post não tinha mencionado que o Mari foi chamado 1 dia depois que as aulas iniciaram). Como ambos entramos no nível 3, foram 11 semanas de curso no total. Fizemos em instituições diferentes, mas ambos gostamos muito da experiência e recomendamos à quem tiver a oportunidade. Conhecemos muita gente, nos sentimos mais integrados, e obviamente, o curso fez com que nosso francês deslanchasse.
Agora posso dizer: não tenho mais medo do francês (hehehe!). Não deixou de ser difícil, mas já nos comunicamos relativamente bem. Suficiente pra trabalhar? Talvez... Vamos descobrir agora que iniciaremos a busca do nosso primeiro emprego canadense.
Agora, na nova configuração da Francisation existe um curso nível 4 à tempo parcial. São 4 módulos de 11 semanas cada (9 horas/aula por semana). Nos inscrevemos e faremos em paralelo à procura pelo trabalho.
Passamos pela experiência de fazer nossa primeira Déclaration de Revenus. Procuramos um organismo de auxílio ao imigrante (o mesmo onde fizemos aquele curso de integração ao imigrante de 1 semana quando chegamos) e passamos 1 hora com uma agente super atenciosa que nos esclareceu vários pontos importantes sobre o processo. Por 10 dólares teremos as 2 declarações feitas por contadores bénévoles dentro de alguns dias.
Também já encontramos um pediatra pro Bébé. Mais adiante vou fazer um post sobre como foi nossa experiência até agora com o sistema de saúde público pra ele até agora.
Os 6 primeiros meses fecharam com saldo positivo. Nossa prioridade agora é a procura por emprego (dedos cruzados!).
Abraços!
Femme
Mostrando postagens com marcador francês. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador francês. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 24 de abril de 2015
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
4 meses de Canadá!
4 meses de vida em terras geladas!
Acho que podemos dizer que já nos adaptamos ao frio. Mas segundo quem já mora aqui, agora vamos ver o que é frio de verdade - fevereiro é o mês mais frio do inverno Canadense. Que venha! Logo março está aí...
Vejo muita gente dizer que o frio é tranquilo e que não se deixa de ficar bastante tempo na rua por causa dele. Minha opinião pessoal: a gente realmente não hiberna dentro de casa, mas também não acho que ficar muito tempo na rua quando a temperatura está abaixo dos -10oC seja confortável e não posso dizer que gosto da sensação do rosto formigando quando chega perto dos -20oC. Obviamente nos vestimos adequadamente para sair na rua, mas, talvez, o fato de termos um filho pequeno faça com que a gente fique bastante em casa nos dias de temperaturas mais baixas.
Normalmente aproveitamos os dias um pouco menos frios (não dá pra dizer mais quentes quando falamos de temperaturas negativas, né?) pra levar o Bébé pra brincar na neve no nosso quintal ou em parques. Ele tem até um trenozinho - que descobrimos ser muito útil pra passear com ele.
![]() |
| Trenozinho do nosso pequeno |
| La fête des Neiges - Parc Jean Drapeau |
Quanto ao francês, a Francisation à Temps Partial vem nos ajudando bastante e ando usando bem menos o inglês. Eu fui chamada para a sessão da Francisation à Temps Complet que inicia agora dia 11 de fevereiro (eeehh!), mas o Mari não... Então esta semana minhas aulas passam a ser full time e espero que meu francês deslanche.
O Mari começou um curso de college numa área que sempre foi fascinado: a fotografia. Está amando o curso!Em relação ao sistema de saúde, tivemos algumas experiências e vou montar um post falando mais detalhadamente. Mas o Mari já foi em uma Clinique Sans Rendez-Vous em função de um problema no joelho (e agora está no processo de conseguir uma consulta com um especialista) e já conseguimos um pediatra para o Bébé.
Outro ponto a comentar é alimentação. Em Montreal pode-se fazer uma viagem gastronômica ao redor do mundo. A cidade é famosa pela quantidade, qualidade e diversidade de seus restaurantes, porém ainda não descobrimos lugares com comida leve, saudável e em conta para ir no dia-a-dia. Quando comemos fora normalmente acabamos com lanches, fast-food ou comida asiática. Em função disto, estamos fazendo refeições em casa sempre que possível.
E depois de mais de 3 meses por aqui, acabamos com nossa abstinência de churrasco. Há algumas churrascarias aqui em MTL e começamos pela Rodízio Brazil (as outras podem aguardar nossa visita em breve :-). A refeição não é barata, mas vale muito pra quem, como nós, estava com muuuuiiiita vontade de comer uma picanha. Tomamos até nossa velha conhecida guaraná!
Abraço,
Femme
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
3 meses (e um pouquinho) de Canadá
3 meses (e mais alguns dias) de Montréal - realmente o tempo voa! Aos poucos estamos nos adaptando à nova vida por aqui - o frio, a língua, a cultura, e tudo mais.
Sobre as últimas semanas:
- Clima: o inverno definitivamente chegou com tudo no final do ano e tivemos nosso primeiro contato com a Tempête Hivernal - que, como aprendemos na prática, é bem diferente da Tempête de Neige - e o verglas. Muito frio, gelo (as calçadas praticamente viraram pistas de patinação), perigo nas ruas e estradas... Até onde entendemos, é a pior condição climática possível - e sobrevivemos. Ainda estamos aprendendo como lidar com o frio (e tudo que o acompanha), afinal, é o nosso 1o inverno. Por várias semanas sentimos muita saudade do sol, mas agora ele tem aparecido um pouco mais frequentemente. Parece que aqui assim como no Rio Grande do Sul, os dias de inverno mais ensolarados são os mais frios (hoje tivemos um sol lindo com -22oC). Já incorporamos um dos costumes quebecas à nossa rotina: acompanhar a meteorologia todos os dias.
- Saúde: na semana do Natal o Bébé pegou uma virose forte (com direito a conjuntivite e tudo) e na sequência nós também pegamos. Vários dias de repouso e a conclusão de que aqui as crianças também passam o inverno gripadas (ah, a Garderie...). Nossas carteiras do Assurance Maladie chegaram esta semana e irei procurar o CSLC aqui do bairro pra tentar encontrar um pediatra para fazer o acompanhamento do Bébé - sei que o acompanhamento pediátrico aqui não é fácil de conseguir e é bem diferente do Brasil, mas vou atrás.
- Francês: agora no início de janeiro começou nossa Francisation à Temps Partiel - finalmente! Eu e o Mari não ficamos na mesma turma e estamos tendo experiências bem diferentes, mas está sendo muito bom, pois estamos revisando nossos conhecimentos e desenvolvendo bastante nossa comunicação. As turmas, obviamente, são culturalmente bem diversificadas e possuem tanto imigrantes recém-chegados como com imigrantes mais antigos (procurando aprimorar a língua para crescimento profissional ou obtenção da cidadania), o que torna as aulas muito mais do que um aprendizado da língua. 2 aspectos novos pra mim: fala-se muito espanhol por aqui (a maioria dos meus colegas é latino-americano) e as avaliações de final de módulo da Francisation podem ser utilizadas como comprovação de proficiência linguística para a obtenção da cidadania canadense.
- Grupos Facebook: entrei em alguns grupos do Facebook de brasileiros que moram por aqui e descobri que o quanto eles nos ajudam. Dúvidas às vezes bobas, mas importantes pra quem chegou recentemente, são rapidamente respondidas e facilitam muito nossa vida. Obrigada aos que participam!
- Erva-mate: como bons gaúchos, não vivemos sem um bom chimarrão (sim, tomamos um mate quente até no verão, mas no inverno é que ele faz mais falta). Em função do quesito erva-mate tivemos que reduzir a frequência, mas não dá para ficar sem. A erva que trouxemos acabou e tivemos que procurar. Aqui um exemplo do que falei dos grupos no item anterior: descobrimos onde é possível encontrar erva em Montréal. O primeiro lugar indicado foi o Marché Sá, um mercadinho português familiar que vende vários produtos brazucas, inclusive farofa temperada Yoki, preparado pra pão de queijo, panetone Bauducco entre outros. Fui lá e nada de erva... a menina que me atendeu disse que sempre tem um monte - dei azar. Encontrei no Alim Pot, um açougue que vende cortes de carne brasileiros (vamos lá quando der pra fazer um churrasquinho na rua depois do inverno) e encontrei - marca Ximango por CA$14,99 o kg (sim, isto mesmo). Já avisei a família que todo mundo que vier nos visitar só fica aqui em casa se trouxer erva de presente :-).
- Família: as famílias estão começando a se organizar para vir nos visitar!!! Ninguém quer vir no inverno (por que será?)... mas o verão promete muitas visitas! Não vemos a hora deles começarem a chegar!
Sobre as últimas semanas:
- Clima: o inverno definitivamente chegou com tudo no final do ano e tivemos nosso primeiro contato com a Tempête Hivernal - que, como aprendemos na prática, é bem diferente da Tempête de Neige - e o verglas. Muito frio, gelo (as calçadas praticamente viraram pistas de patinação), perigo nas ruas e estradas... Até onde entendemos, é a pior condição climática possível - e sobrevivemos. Ainda estamos aprendendo como lidar com o frio (e tudo que o acompanha), afinal, é o nosso 1o inverno. Por várias semanas sentimos muita saudade do sol, mas agora ele tem aparecido um pouco mais frequentemente. Parece que aqui assim como no Rio Grande do Sul, os dias de inverno mais ensolarados são os mais frios (hoje tivemos um sol lindo com -22oC). Já incorporamos um dos costumes quebecas à nossa rotina: acompanhar a meteorologia todos os dias.
- Saúde: na semana do Natal o Bébé pegou uma virose forte (com direito a conjuntivite e tudo) e na sequência nós também pegamos. Vários dias de repouso e a conclusão de que aqui as crianças também passam o inverno gripadas (ah, a Garderie...). Nossas carteiras do Assurance Maladie chegaram esta semana e irei procurar o CSLC aqui do bairro pra tentar encontrar um pediatra para fazer o acompanhamento do Bébé - sei que o acompanhamento pediátrico aqui não é fácil de conseguir e é bem diferente do Brasil, mas vou atrás.
- Francês: agora no início de janeiro começou nossa Francisation à Temps Partiel - finalmente! Eu e o Mari não ficamos na mesma turma e estamos tendo experiências bem diferentes, mas está sendo muito bom, pois estamos revisando nossos conhecimentos e desenvolvendo bastante nossa comunicação. As turmas, obviamente, são culturalmente bem diversificadas e possuem tanto imigrantes recém-chegados como com imigrantes mais antigos (procurando aprimorar a língua para crescimento profissional ou obtenção da cidadania), o que torna as aulas muito mais do que um aprendizado da língua. 2 aspectos novos pra mim: fala-se muito espanhol por aqui (a maioria dos meus colegas é latino-americano) e as avaliações de final de módulo da Francisation podem ser utilizadas como comprovação de proficiência linguística para a obtenção da cidadania canadense.
- Grupos Facebook: entrei em alguns grupos do Facebook de brasileiros que moram por aqui e descobri que o quanto eles nos ajudam. Dúvidas às vezes bobas, mas importantes pra quem chegou recentemente, são rapidamente respondidas e facilitam muito nossa vida. Obrigada aos que participam!
- Erva-mate: como bons gaúchos, não vivemos sem um bom chimarrão (sim, tomamos um mate quente até no verão, mas no inverno é que ele faz mais falta). Em função do quesito erva-mate tivemos que reduzir a frequência, mas não dá para ficar sem. A erva que trouxemos acabou e tivemos que procurar. Aqui um exemplo do que falei dos grupos no item anterior: descobrimos onde é possível encontrar erva em Montréal. O primeiro lugar indicado foi o Marché Sá, um mercadinho português familiar que vende vários produtos brazucas, inclusive farofa temperada Yoki, preparado pra pão de queijo, panetone Bauducco entre outros. Fui lá e nada de erva... a menina que me atendeu disse que sempre tem um monte - dei azar. Encontrei no Alim Pot, um açougue que vende cortes de carne brasileiros (vamos lá quando der pra fazer um churrasquinho na rua depois do inverno) e encontrei - marca Ximango por CA$14,99 o kg (sim, isto mesmo). Já avisei a família que todo mundo que vier nos visitar só fica aqui em casa se trouxer erva de presente :-).
- Família: as famílias estão começando a se organizar para vir nos visitar!!! Ninguém quer vir no inverno (por que será?)... mas o verão promete muitas visitas! Não vemos a hora deles começarem a chegar!
![]() |
| Le verglas |
| La neige |
| Dans le parc |
Abraços,
Femme
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
1 mês e meio de Canadá
Não é novidade pra quem acompanha os blogs dos recém-chegados que a gente dá uma sumida nos primeiros tempos. E com nós não está sendo diferente. Há tanta coisa pra fazer, que não sobra muito tempo pra passar por aqui pra contar as novidades...
Neste último mês bastante coisa aconteceu:
- Francisation: fizemos o teste de nível no final de outubro e ambos ficamos no nível 3. Já nos disseram de cara que seria difícil começarmos na turma de novembro, pois havia muita procura. As aulas começaram há 1 semana e realmente não fomos convocados. Esse ponto nos deixou bem chateados, pois sabemos que nosso nível de francês está muito aquém do que o mercado de trabalho exige. Vamos para o plano B de estudar francês em tempo parcial...
- Objetctif Intégration: este é o rendez-vous que somos orientados a marcar logo no landing. Trata-se de um programa que que dura 1 semana (total de 8 módulos) e visa informar e orientar os nouveaux arrivants sobre vários aspectos da vida no Québec. Alguns assuntos são mais banais, mas há bastante conteúdo voltado ao mercado de trabalho e recolocação de quem chega - digamos que é uma tentativa de "ensinar o recém-chegado a pescar". Fizemos também o módulo 9 (agendado separadamente), direcionado à profissionais das áreas de engenharia, saúde e educação. No geral, nós aproveitamos bastante.
- Moradia definitiva: nos mudamos no último final de semana para nossa casa nova e estamos na fase de comprar e organizar tudo. É uma fase boa, mas cansativa - muita pesquisa e bate perna. O importante é que agora temos o nosso canto por aqui!
- Cartão de crédito: o HSBC, nosso velho amigo, nos entregou o cartão do Mari ontem (o meu nem sinal ainda). Sim, nos mudamos 40 dias depois de chegar e ainda não tínhamos nosso cartão. Acabamos tendo que comprar várias coisas no débito, valores significativos que não entrarão na construção do nosso histórico de crédito. Segundo nosso gerente daqui, a emissão do cartão é rápida, mas para definir o limite de crédito, são necessárias informações do histórico do Brasil, e aí, ficamos trancados... Dica pra quem chega: marque o rendez-vous no banco o mais cedo possível.
- Carro: compramos nosso carro. O transporte público aqui é muito bom e tudo mais, mas já havíamos nos programado para comprar um logo que chegássemos - é um conforto que não quisemos abrir mão. Tivemos que pagar à vista pois, como não estamos trabalhando nem temos histórico, não foi possível fazer financiamento. Após a compra ainda é necessário pagar o licenciamento e o seguro. Também fomos atrás da autorização para estacionamento na rua do Plateau (bairro em que estávamos) - estacionar por aqui sem levar multa não é tarefa fácil...
*Sobre o seguro do carro: assim como no Brasil, aqui as seguradoras também levam em conta o histórico do motorista. Como não tínhamos histórico sabíamos que isto pesaria no valor final, porém, quando começamos a fazer as cotações descobrimos que o fato de ainda não termos transferido nossas carteiras de motorista pra cá tornava o valor quase impraticável (chegamos a discutir se não deveríamos esperar para comprar o carro). No final, conseguimos uma cotação um pouco melhor com o Desjardins, que acabou considerando o fato de já termos agendado a transferência da carteira no SAAQ para reduzir o valor.
- Carteira motorista: fizemos a transferência esta semana. A transferência da carteira deve ser agendada junto ao SAAQ (é demorado - conseguimos data para 35 dias depois). A primeira etapa é a prova teórica, onde são avaliados basicamente o conhecimento das regras e sinalização e o comportamento do motorista. Para estudar são indicados 2 livros que contemplam todo o conteúdo e os simulados disponíveis no site (vale fazer!). O Mari fez a prova na 2a-feira e eu na 3a. Conseguimos marcar a prova prática para 4a-feira (era pra ser, pois ambos conseguimos horários de desistências - a próxima data era janeiro!). Não fizemos nenhuma aula prática, mas já sabíamos mais ou menos o que era cobrado (mais uma vez, obrigada aos blogs de imigração!). Chegamos lá super tensos, mas no final fomos bem e passamos! Dentro de 5-10 dias estaremos com elas na mão.
- Neve: ela chegou quando ainda estávamos no studio e continuou quando chegamos aqui na casa nova (aliás, também na prova prática direção!). Apareceu um pouco antes do esperado e ainda estamos aprendendo a lidar com ela (varrer antes de acumular ou virar gelo, usar sal nas escadas, tipos e pá, etc). O fato é que dá trabalho, mas o cenário é lindo (pelo menos antes de virar lama ;-)).
Abaixo fotos da vista do studio, uma que o Mari tirou da casa do vizinho e a outra do estado da rua depois da prova de direção (quando o sol apareceu).
Abraços!
Femme
Neste último mês bastante coisa aconteceu:
- Francisation: fizemos o teste de nível no final de outubro e ambos ficamos no nível 3. Já nos disseram de cara que seria difícil começarmos na turma de novembro, pois havia muita procura. As aulas começaram há 1 semana e realmente não fomos convocados. Esse ponto nos deixou bem chateados, pois sabemos que nosso nível de francês está muito aquém do que o mercado de trabalho exige. Vamos para o plano B de estudar francês em tempo parcial...
- Objetctif Intégration: este é o rendez-vous que somos orientados a marcar logo no landing. Trata-se de um programa que que dura 1 semana (total de 8 módulos) e visa informar e orientar os nouveaux arrivants sobre vários aspectos da vida no Québec. Alguns assuntos são mais banais, mas há bastante conteúdo voltado ao mercado de trabalho e recolocação de quem chega - digamos que é uma tentativa de "ensinar o recém-chegado a pescar". Fizemos também o módulo 9 (agendado separadamente), direcionado à profissionais das áreas de engenharia, saúde e educação. No geral, nós aproveitamos bastante.
- Moradia definitiva: nos mudamos no último final de semana para nossa casa nova e estamos na fase de comprar e organizar tudo. É uma fase boa, mas cansativa - muita pesquisa e bate perna. O importante é que agora temos o nosso canto por aqui!
- Cartão de crédito: o HSBC, nosso velho amigo, nos entregou o cartão do Mari ontem (o meu nem sinal ainda). Sim, nos mudamos 40 dias depois de chegar e ainda não tínhamos nosso cartão. Acabamos tendo que comprar várias coisas no débito, valores significativos que não entrarão na construção do nosso histórico de crédito. Segundo nosso gerente daqui, a emissão do cartão é rápida, mas para definir o limite de crédito, são necessárias informações do histórico do Brasil, e aí, ficamos trancados... Dica pra quem chega: marque o rendez-vous no banco o mais cedo possível.
- Carro: compramos nosso carro. O transporte público aqui é muito bom e tudo mais, mas já havíamos nos programado para comprar um logo que chegássemos - é um conforto que não quisemos abrir mão. Tivemos que pagar à vista pois, como não estamos trabalhando nem temos histórico, não foi possível fazer financiamento. Após a compra ainda é necessário pagar o licenciamento e o seguro. Também fomos atrás da autorização para estacionamento na rua do Plateau (bairro em que estávamos) - estacionar por aqui sem levar multa não é tarefa fácil...
*Sobre o seguro do carro: assim como no Brasil, aqui as seguradoras também levam em conta o histórico do motorista. Como não tínhamos histórico sabíamos que isto pesaria no valor final, porém, quando começamos a fazer as cotações descobrimos que o fato de ainda não termos transferido nossas carteiras de motorista pra cá tornava o valor quase impraticável (chegamos a discutir se não deveríamos esperar para comprar o carro). No final, conseguimos uma cotação um pouco melhor com o Desjardins, que acabou considerando o fato de já termos agendado a transferência da carteira no SAAQ para reduzir o valor.
- Carteira motorista: fizemos a transferência esta semana. A transferência da carteira deve ser agendada junto ao SAAQ (é demorado - conseguimos data para 35 dias depois). A primeira etapa é a prova teórica, onde são avaliados basicamente o conhecimento das regras e sinalização e o comportamento do motorista. Para estudar são indicados 2 livros que contemplam todo o conteúdo e os simulados disponíveis no site (vale fazer!). O Mari fez a prova na 2a-feira e eu na 3a. Conseguimos marcar a prova prática para 4a-feira (era pra ser, pois ambos conseguimos horários de desistências - a próxima data era janeiro!). Não fizemos nenhuma aula prática, mas já sabíamos mais ou menos o que era cobrado (mais uma vez, obrigada aos blogs de imigração!). Chegamos lá super tensos, mas no final fomos bem e passamos! Dentro de 5-10 dias estaremos com elas na mão.
- Neve: ela chegou quando ainda estávamos no studio e continuou quando chegamos aqui na casa nova (aliás, também na prova prática direção!). Apareceu um pouco antes do esperado e ainda estamos aprendendo a lidar com ela (varrer antes de acumular ou virar gelo, usar sal nas escadas, tipos e pá, etc). O fato é que dá trabalho, mas o cenário é lindo (pelo menos antes de virar lama ;-)).
Abaixo fotos da vista do studio, uma que o Mari tirou da casa do vizinho e a outra do estado da rua depois da prova de direção (quando o sol apareceu).
Abraços!
Femme
sábado, 25 de outubro de 2014
Nossas quase 3 semanas no Canadá...
Os dias por aqui passam muito rápido! Ou será que é porque temos muita coisa pra fazer :-)?
Bom, já conseguimos organizar alguns pontos básicos da nossa nova vida e já estamos nos sentindo mais em casa. Aos poucos as coisas vão se ajeitando.
Pontos que considero legais de comentar:
- Garderie: escolhemos a garderie para o Bébé e esta semana iniciamos a adaptação. Escolhemos uma perto da nossa casa definitiva e, até o momento ele está gostando bastante. Este era um dos pontos que mais me preocupava, mas foi mais tranquilo do que imaginávamos. Pesquisamos várias opções no site www.magarderie.com (muito útil, pois mostra as opções de garderies com vagas em aberto na região pesquisada)e visitamos as que se encaixavam dentro do que estávamos procurando. Escolhemos uma garderie particular, pois como disse nosso "landlord" (parênteses: uma cara super gente boa que nos deu muitas dicas de ouro até agora), para conseguir vaga a CAD 7,00 é preciso se inscrever quando a gente fica sabendo que está grávida... O valor é alto, mas solicitaremos o reembolso do governo que que é feito em conjunto com a escola e leva alguns meses para ser aprovado.
- Francisation: nos inscrevemos, enviamos os documentos, mas até o momento nenhum retorno nem contato... Estamos um pouco ansiosos, pois queríamos muito conseguir entrar na turma que começa agora em novembro...
- Salon Carrières et Développement Professionnel: visitamos esta semana este evento que é voltado para o mercado de trabalho em vários segmentos, incluindo uma ala dedicada aos imigrantes. Encontramos vários stands de entidades que oferecem auxílio gratuito ao imigrante. Em geral, são oferecidos programas de +/- 3 semanas onde podemos receber todos tipo de orientação para entrar no mercado de trabalho - todos em francês (exceto 1 deles que é 100% dedicado ao público anglofônico). A maioria também oferece cursos de francês a tempo parcial. Gostamos de 1 em especial, em que fomos atendidos por uma senhora muito atenciosa e que falava um francês muito claro (acho que não era daqui ;-))
- Rendez-vous Ministère de l'Immigration, de la Diversité et de l'Inclusion: ligamos logo no primeiro dia, mas ficou marcado só para a próxima semana. Este é o rendez-vous que somos orientados no landing a agendar logo na chegada. Pelo que acompanhamos, quem já participou diz que há palestras bastante válidas e outras que são perda de tempo. Vamos com a mente aberta para tentar aproveitar o que tiver de bom.
Para finalizar, deixo vocês com algumas fotos do passeio gelado do último domingo: o Jardin Botanique Montréal - lindo!!!
Abraços,
Femme
Bom, já conseguimos organizar alguns pontos básicos da nossa nova vida e já estamos nos sentindo mais em casa. Aos poucos as coisas vão se ajeitando.
Pontos que considero legais de comentar:
- Garderie: escolhemos a garderie para o Bébé e esta semana iniciamos a adaptação. Escolhemos uma perto da nossa casa definitiva e, até o momento ele está gostando bastante. Este era um dos pontos que mais me preocupava, mas foi mais tranquilo do que imaginávamos. Pesquisamos várias opções no site www.magarderie.com (muito útil, pois mostra as opções de garderies com vagas em aberto na região pesquisada)e visitamos as que se encaixavam dentro do que estávamos procurando. Escolhemos uma garderie particular, pois como disse nosso "landlord" (parênteses: uma cara super gente boa que nos deu muitas dicas de ouro até agora), para conseguir vaga a CAD 7,00 é preciso se inscrever quando a gente fica sabendo que está grávida... O valor é alto, mas solicitaremos o reembolso do governo que que é feito em conjunto com a escola e leva alguns meses para ser aprovado.
- Francisation: nos inscrevemos, enviamos os documentos, mas até o momento nenhum retorno nem contato... Estamos um pouco ansiosos, pois queríamos muito conseguir entrar na turma que começa agora em novembro...
- Salon Carrières et Développement Professionnel: visitamos esta semana este evento que é voltado para o mercado de trabalho em vários segmentos, incluindo uma ala dedicada aos imigrantes. Encontramos vários stands de entidades que oferecem auxílio gratuito ao imigrante. Em geral, são oferecidos programas de +/- 3 semanas onde podemos receber todos tipo de orientação para entrar no mercado de trabalho - todos em francês (exceto 1 deles que é 100% dedicado ao público anglofônico). A maioria também oferece cursos de francês a tempo parcial. Gostamos de 1 em especial, em que fomos atendidos por uma senhora muito atenciosa e que falava um francês muito claro (acho que não era daqui ;-))
- Rendez-vous Ministère de l'Immigration, de la Diversité et de l'Inclusion: ligamos logo no primeiro dia, mas ficou marcado só para a próxima semana. Este é o rendez-vous que somos orientados no landing a agendar logo na chegada. Pelo que acompanhamos, quem já participou diz que há palestras bastante válidas e outras que são perda de tempo. Vamos com a mente aberta para tentar aproveitar o que tiver de bom.
Para finalizar, deixo vocês com algumas fotos do passeio gelado do último domingo: o Jardin Botanique Montréal - lindo!!!
Femme
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Chegamos no Canadá!!!! - 1a semana
Chegamos há uma semana e já temos muita história pra contar...
Algumas delas vão valer um post exclusivo mais adiante, mas resumindo:
- documentos: já fizemos nosso NAS e encaminhamos o Assurance Maladie
- saúde: já "conhecemos" o Children's Hospital (o Bébé teve febre alta logo que chegamos) - assunto que vale um post dedicado
- moradia provisória: o ap mobiliado que alugamos para o 1o mês é bastante bom. Estamos satisfeitos! Também recomendamos a contratação do pick-up service no aeroporto oferecido pela mesma empresa.
- moradia definitiva: fechamos o contrato hoje (depois de visitar 5 imóveis! Imaginávamos que seria uma buscar incansável e interminável...). Nos mudaremos em novembro.
- banco: fomos ao HSBC para discutir nossas finanças. Atendimento muito bom (muuuuiiiito melhor que no Brasil). Em 15 dias chegam nossos cartões de crédito e talão de cheques (sim, se usa bastante por aqui)
- tempo: já esfriou um pouco por aqui. Algo como o inverno no RS, então nada anormal pra nós. Mas acabamos alugando um carro para fazer as visitas às casas por estarmos com uma criança de colo
- língua: praticamente tudo que foi necessário resolver até o momento (exceto os documentos - e nos viramos bem) foi possível fazer em inglês - ufa! Agora vamos focar no francês.
- percepção geral de récem-chegado: a cidade é ainda mais maravilhosa nesta época do ano e em todos os lugares fomos muito bem tratados e bem recebidos - estamos adorando!!!
Bom, de começo é isto. Assim que conseguir irei postar mais informações sobre os assuntos importantes que listei acima.
Abaixo algumas fotos do Parc de la Fontaine, que fica em frente ao nosso ap (lindo!).
Abraços!
Femme
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Aulas de francês antes da partida
Como comentei em um post anteriormente, estamos (muito) preocupados com nosso nível de francês.
Sabemos que boa parte da atividades pós-chegada irão requerer francês e, em função disto, decidimos fazer algumas aulas particulares nas semanas que antecedem nossa partida.
Sabemos que boa parte da atividades pós-chegada irão requerer francês e, em função disto, decidimos fazer algumas aulas particulares nas semanas que antecedem nossa partida.
Pesquisei um pouco, pois inicialmente a idéia era fazer na AF, onde fizemos o restante dos estudos, porém, fiquei chocada com o valor cobrado por hora/aula. No final, faremos em uma escola chamada Instituto Roche, que nos foi indicado por uma amiga.
Hoje à tarde faremos uma entrevista para que a professora avalie nosso nível e tenha uma idéia do nosso objetivo. Na 2a-feira iniciaremos as aulas.
No total faremos 6 aulas de 2 horas até nossa partida. Não é muito, mas estamos precisando de um reforço - pelo menos pra lembrar o que já aprendemos. Acho que vai nos dar uma tranquilidade um pouco maior para a nossa chegada.
Abraços!
Femme
Hoje à tarde faremos uma entrevista para que a professora avalie nosso nível e tenha uma idéia do nosso objetivo. Na 2a-feira iniciaremos as aulas.
No total faremos 6 aulas de 2 horas até nossa partida. Não é muito, mas estamos precisando de um reforço - pelo menos pra lembrar o que já aprendemos. Acho que vai nos dar uma tranquilidade um pouco maior para a nossa chegada.
Abraços!
Femme
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Desapegar é preciso!
Agora que a maratona de obtenção do visto de Residente Permanente (finalmente!) acabou e estamos com os passaportes na mão é que a nossa verdadeira aventura tem início.
Os preparativos para nossa ida começaram de verdade. Até então, só tínhamos vendido algumas poucas coisas que estavam fora de uso (vai que alguma coisa desse errada, né?) e nem chegamos a sentir falta. Mas agora, o ritmo é outro.
O Mari anunciou alguns itens em sites de venda e agora está terminando de montar um blog para vendermos nossas coisas. Já passamos para a família e os amigos mais chegados e já conseguimos vender bastante coisa. Quase tudo ainda está aqui em casa (combinamos de entregar no final do mês), mas as poucas coisas que já foram levadas deixaram uma sensação muito estranha... uma sensação de vazio.
Eu já fiz um 5S nas coisas do Bébé. Separei algumas roupinhas melhores para uma amigona que teve um baby lindo há pouco e vou doar o restante para um orfanato que conheço - assim sei que tudo será muito bem aproveitado.
Já acertamos com meus pais que entre o final julho e o início de agosto vamos nos mudar para o apartamento deles aqui em Porto Alegre (hoje eles estão morando no interior), pois assim podemos entregar nossas coisas e ter conforto até a partida - não dá pra viver em acampamento com um bebê em casa...
Ainda falta muita coisa e precisamos finalizar nossa lista de pendências.
Nesta semana quero começar a organizar nossos documentos (o que levar junto, o que levar traduzido, o que precisaremos logo na chegada, etc) e pesquisar um intensivo de francês.
Acho que não cheguei a falar, mas o francês, de tudo, é o que mais está me tirando o sono... No ano passado, quando engravidei, paramos de estudar. Não sabíamos quanto tempo o processo ainda levaria e, no momento o foco da nossa vida era outro, nossas prioridades mudaram.
Agora, com o Bébé e ainda trabalhando está difícil conciliar. Mas precisaremos dar um jeito, pois estamos bem enferrujados e estou meio apavorada de pensar em chegar lá e passar dificuldade para me comunicar.
Até já sonhei com uma cena tipo:
- "Can we speak English, pleeeeaaaase???"
- "C'est le Québec, ici on parle français, madame."
Abraço!
Femme
Os preparativos para nossa ida começaram de verdade. Até então, só tínhamos vendido algumas poucas coisas que estavam fora de uso (vai que alguma coisa desse errada, né?) e nem chegamos a sentir falta. Mas agora, o ritmo é outro.
O Mari anunciou alguns itens em sites de venda e agora está terminando de montar um blog para vendermos nossas coisas. Já passamos para a família e os amigos mais chegados e já conseguimos vender bastante coisa. Quase tudo ainda está aqui em casa (combinamos de entregar no final do mês), mas as poucas coisas que já foram levadas deixaram uma sensação muito estranha... uma sensação de vazio.
Eu já fiz um 5S nas coisas do Bébé. Separei algumas roupinhas melhores para uma amigona que teve um baby lindo há pouco e vou doar o restante para um orfanato que conheço - assim sei que tudo será muito bem aproveitado.
Já acertamos com meus pais que entre o final julho e o início de agosto vamos nos mudar para o apartamento deles aqui em Porto Alegre (hoje eles estão morando no interior), pois assim podemos entregar nossas coisas e ter conforto até a partida - não dá pra viver em acampamento com um bebê em casa...
Ainda falta muita coisa e precisamos finalizar nossa lista de pendências.
Nesta semana quero começar a organizar nossos documentos (o que levar junto, o que levar traduzido, o que precisaremos logo na chegada, etc) e pesquisar um intensivo de francês.
Acho que não cheguei a falar, mas o francês, de tudo, é o que mais está me tirando o sono... No ano passado, quando engravidei, paramos de estudar. Não sabíamos quanto tempo o processo ainda levaria e, no momento o foco da nossa vida era outro, nossas prioridades mudaram.
Agora, com o Bébé e ainda trabalhando está difícil conciliar. Mas precisaremos dar um jeito, pois estamos bem enferrujados e estou meio apavorada de pensar em chegar lá e passar dificuldade para me comunicar.
Até já sonhei com uma cena tipo:
- "Can we speak English, pleeeeaaaase???"
- "C'est le Québec, ici on parle français, madame."
Abraço!
Femme
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Nosso Timeline (parte 1): decisão de emigrar e aulas de francês
Bom, como começamos o blog no meio do caminho do processo, vou contar, em linhas gerais, como foi nosso Timeline. Como ele abrange mais de 1 ano e meio, vou dividir toda a trajetória em vários posts.
Após voltar de uma viagem de férias em abril/11 (fora do Brasil), naquele período em que estamos voltando à realidade e à rotina, começamos a discutir como seria legal morar em um lugar onde as coisas funcionam... onde a violência, existe, mas não é absurda, onde os serviços públicos são decentes, onde a desigualdade social não atinge níveis deprimentes como aqui, etc, etc.
Nisso, lembramos de uma amiga do Mari que havia imigrado para o Canadá há alguns anos e estava super realizada por lá. Também buscamos informações sobre a situação de vários brasileiros que já estavam lá há mais tempo. "Vamos?" Claro que sim! Temos boa formação, boa experiência profissional, bom nível de inglês - nos encaixamos perfeitamente no Federal Skilled Worker! Porém, quando começamos a verificar os pré-requisitos, não encontramos nossas profissões na lista das "Eligible Occupations".
Próxima opção: Quebéc Skilled Worker. Ok, frio na barriga, mas vamos encarar o desafio e aprender francês. A melhor parte foi que fizemos a avaliação online sinalizando zero de conhecimento de francês e passamos! Estávamos ansiosos para começar logo o processo, pois sabíamos o quão longo ele podia ser. A possibilidade de começá-lo sem dominar o francês nos faria ganhar tempo.
Nos matriculamos na AF para iniciar as aulas em agosto/11 e começamos a juntar a documentação e preencher os formulários. A idéia era enviar o quanto antes e estudar muito francês. Assim, quando fôssemos convocados para e entrevista, já teríamos um nível mínimo e uma pontuação alta nos demais requisitos.
Porém, no final de agosto fomos à nossa 1a palestra do BIQ que na época tinha como palestrante M. Gilles Mascle. Quando entramos no assunto da avaliação online ele perguntou se alguém havia recebido o OK mesmo sem conhecimentos em francês. Levantamos e mão e ele disse "Legal, vocês possuem uma pontuação alta, mas não adianta nem enviar os documentos enquanto não conseguirem comprovar pelo menos o nível básico de francês"(A1 na classificação da AF).
Nem preciso dizer que foi como um balde de água fria nos nossos planos. Tivemos que rever nossa estratégia e aguardar para enviar a documentação. Resolvemos, após finalizar os 2 primeiros módulos de francês, fazer mais 2 em janeiro e fevereiro (intensivos de verão) e enviar a documentação ao final - contando com nossas avaliações de módulo da AF para comprovação de nível.
Eis que, em dezembro/11, o BIQ comunica que, à partir daquela data, todos os candidatos deveriam comprovar seu nível de francês através do TCF, obtendo, obviamente, um nível mínimo no score final.
Então fomos atrás de locais e datas das próximas provas e, felizmente, haveriam provas em março/12 na AF de Porto Alegre. No final das contas, não seria tão ruim, pois teríamos recém finalizado o intensivo. O porém, é que não nos sentíamos nada preparados para enfrentar uma prova tão importante com tão pouco conhecimento da língua.
A saída foi pesquisar muito sobre a prova e estudar, mas estudar muito. Simulados online, podcasts em francês, elaboração de textos com respostas para todas as possíveis perguntas do teste oral (com tempo de resposta cronometrado), comunicação em francês dentro de casa... Como falamos aqui no RS, "nos puxamos muito".
Na hora da prova estávamos muito nervosos, mas no final deu certo. Ambos atingimos nível B1 na Compréhension Orale e B2 na Expression Orale.
Com isto, mesmo sem enviar comprovação dos conhecimentos em inglês, nossa pontuação já atingia o mínimo necessário. Decidimos que iríamos enviar a documentação imediatamente, mesmo sem os resultados do meu teste do IELTS (marcado para maio).
Femme
Após voltar de uma viagem de férias em abril/11 (fora do Brasil), naquele período em que estamos voltando à realidade e à rotina, começamos a discutir como seria legal morar em um lugar onde as coisas funcionam... onde a violência, existe, mas não é absurda, onde os serviços públicos são decentes, onde a desigualdade social não atinge níveis deprimentes como aqui, etc, etc.
Nisso, lembramos de uma amiga do Mari que havia imigrado para o Canadá há alguns anos e estava super realizada por lá. Também buscamos informações sobre a situação de vários brasileiros que já estavam lá há mais tempo. "Vamos?" Claro que sim! Temos boa formação, boa experiência profissional, bom nível de inglês - nos encaixamos perfeitamente no Federal Skilled Worker! Porém, quando começamos a verificar os pré-requisitos, não encontramos nossas profissões na lista das "Eligible Occupations".
Próxima opção: Quebéc Skilled Worker. Ok, frio na barriga, mas vamos encarar o desafio e aprender francês. A melhor parte foi que fizemos a avaliação online sinalizando zero de conhecimento de francês e passamos! Estávamos ansiosos para começar logo o processo, pois sabíamos o quão longo ele podia ser. A possibilidade de começá-lo sem dominar o francês nos faria ganhar tempo.
Nos matriculamos na AF para iniciar as aulas em agosto/11 e começamos a juntar a documentação e preencher os formulários. A idéia era enviar o quanto antes e estudar muito francês. Assim, quando fôssemos convocados para e entrevista, já teríamos um nível mínimo e uma pontuação alta nos demais requisitos.
Porém, no final de agosto fomos à nossa 1a palestra do BIQ que na época tinha como palestrante M. Gilles Mascle. Quando entramos no assunto da avaliação online ele perguntou se alguém havia recebido o OK mesmo sem conhecimentos em francês. Levantamos e mão e ele disse "Legal, vocês possuem uma pontuação alta, mas não adianta nem enviar os documentos enquanto não conseguirem comprovar pelo menos o nível básico de francês"(A1 na classificação da AF).
Nem preciso dizer que foi como um balde de água fria nos nossos planos. Tivemos que rever nossa estratégia e aguardar para enviar a documentação. Resolvemos, após finalizar os 2 primeiros módulos de francês, fazer mais 2 em janeiro e fevereiro (intensivos de verão) e enviar a documentação ao final - contando com nossas avaliações de módulo da AF para comprovação de nível.
Eis que, em dezembro/11, o BIQ comunica que, à partir daquela data, todos os candidatos deveriam comprovar seu nível de francês através do TCF, obtendo, obviamente, um nível mínimo no score final.
Então fomos atrás de locais e datas das próximas provas e, felizmente, haveriam provas em março/12 na AF de Porto Alegre. No final das contas, não seria tão ruim, pois teríamos recém finalizado o intensivo. O porém, é que não nos sentíamos nada preparados para enfrentar uma prova tão importante com tão pouco conhecimento da língua.
A saída foi pesquisar muito sobre a prova e estudar, mas estudar muito. Simulados online, podcasts em francês, elaboração de textos com respostas para todas as possíveis perguntas do teste oral (com tempo de resposta cronometrado), comunicação em francês dentro de casa... Como falamos aqui no RS, "nos puxamos muito".
Na hora da prova estávamos muito nervosos, mas no final deu certo. Ambos atingimos nível B1 na Compréhension Orale e B2 na Expression Orale.
Com isto, mesmo sem enviar comprovação dos conhecimentos em inglês, nossa pontuação já atingia o mínimo necessário. Decidimos que iríamos enviar a documentação imediatamente, mesmo sem os resultados do meu teste do IELTS (marcado para maio).
Femme
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Até o CSQ chegar...
Como comentei no post anterior, estamos aguardando nosso CSQ em casa. Recebemos a notificação do BIQ em dezembro (conto em detalhes em outro post que irá explicar nosso Timeline) e, depois de uma tentativa frustrada de coleta pela DHL, no início desta semana resolvemos optar pela Fedex. Enviamos o número de conta ao BIQ, mas até agora nenhuma notícia (de nenhum dos lados).
Mas... ontem recebemos o e-mail do Ministère de l'Immigration et des Communautés Culturelles nos oferecendo a Francisation em Ligne!
Parece nada, mas quem está nesse processo sabe muito bem que cada contato do BIQ vale muito.
Mas... ontem recebemos o e-mail do Ministère de l'Immigration et des Communautés Culturelles nos oferecendo a Francisation em Ligne!
Parece nada, mas quem está nesse processo sabe muito bem que cada contato do BIQ vale muito.
Agora vamos voltar a focar no francês, pois com as notícias de que o Consulado de SP está fazendo um mutirão pra colocar os processos da etapa Federal em dia (segundo alguns blogs que acompanhamos quase todos os processos de 2012 e alguns já de 2013 estão recebendo o pedido dos exames), quem sabe em poucos meses também não recebemos a nossa boa notícia? Não custa sonhar!
Femme
Assinar:
Postagens (Atom)






